Quando comecei a ministrar o Workshop Organização Ativa na extinta Zôdio, percebi como muitas pessoas não gostavam de suas casas ou apartamentos. Nesse workshop eu abordava tanto a organização pessoal quanto a relação emocional que as pessoas tinham com suas moradas, ambientes e objetos. As reclamações eram das mais variadas ordens, desde incômodos espaciais relacionados ao tipo (casa ou apartamento), localização, tamanho, organização e até incômodos emocionais, como não se sentir bem e não conseguir se expressar na decoração.

A duração do Workshop era de, aproximadamente, 4 horas e não é possível imaginar o que emergia de conteúdos emocionais. Iniciava com  uma apresentação, seguia com exercícios práticos e juntos caminhávamos para partilha e reflexão, com tudo sempre regado a muitas histórias e um grande desejo de transformação.

Você Gosta da Casa Em Que Mora? Uma Relação Emocional 

Desde que o mundo é mundo, as gavetas e armários fazem o papel de órgão de uma vida psicológica secreta, sem esses objetos nossa vida íntima não teria um modelo de intimidade. Eles guardam nossos segredos mais caros, nossas dores mais profundas, desejos e sonhos adiados. Esses objetos são verdadeiros centros de ordem, que protegem toda a casa ou apartamento de uma desordem sem limites. Eles são réguas que mostram que quando estão abarrotados é hora de parar e revisar a história de vida até ali, olhando para corpos que mudaram, fazendo com que se reflita sobre memórias e recordações, apontando que não é possível fossilizar o tempo em objetos e fotografias, nem eternizar amores que não foram correspondidos.

Eles também te apontam o limite e a capacidade de suportar algo sem mexer, sem entrar em contato e quando as portas não fecham mais e as gavetas emperram, chamam a olhar o que não pode mais ser escondido sendo este, então, o momento de trazer à luz, de fazer girar as mágoas (más águas), reinventar-se, dar novos significados, tirando o que não se encaixa mais com a pessoa que você se tornou.

Então Como Fazer Mudanças em Casa?

A organização pessoal passa pela mesma tomada de consciência de alguém que está acima do peso, não basta pagar academia e se consultar com a nutricionista, é preciso assumir um compromisso de mudança de estilo de vida, agir e fazer exercícios físicos regularmente e comer direito. Em resumo, é preciso tomar atitude!

Não gostar de onde se mora e passar a vida reclamando disso não fará com que as coisas mudem. Reclamar, como a própria palavra diz: re (intensificar) e clamar (pedir), é pedir mais do mesmo, e quanto mais disser que sua casa não é como gostaria, menos atrativa ela se tornará aos seus olhos e ao seu coração.

Além da organização pessoal, existem inúmeras outras maneiras de deixar sua casa exatamente como você gostaria que ela fosse: é possível pintar suas paredes, instalar luz onde falta, transformar móveis existentes – as possibilidades são infinitas, basta soltar a imaginação e se conscientizar, de uma vez por todas, que mágica não existe; as mudanças vêm com empenho e esforço. Não se pode ter tudo, é preciso soltar para que novas coisas entrem, podemos começar abrindo espaços, analisando as possibilidades e principalmente estando conectados com o momento presente.

São quase dois anos conhecendo pessoas e as histórias de suas casas e vidas, não tem como não olhar para isso com todo carinho e respeito que essa situação pede.

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